Homenageadas

CLARISSE CANHA

Nascida em 1947, no Funchal, reside nos Açores desde 1980, é mãe de 3 filhas.

Incluiu, desde sempre, na sua acção, o empenho na defesa dos direitos das mulheres e da promoção da igualdade entre mulheres e homens. É sócia da UMAR, desde a sua fundação, em 1976. Assume e incorpora na sua acção corrente a perspectiva feminista. A partir dos finais de 1980, tem vindo a dedicar-se ao desenvolvimento e organização da UMAR nos Açores. Faz parte da direcção nacional desta associação e da Delegação Regional da UMAR Açores. Tem participado em movimentos e causas das mulheres, tais como: o Movimento pela Despenalização do Aborto em Portugal nomeadamente no Referendo em 1998 e mais recentemente em 2007 foi Mandatária Regional do Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim.

Feminista de convicção, pensamento e ação, desenvolve ativismo no campo da igualdade e dos feminismos, assim como no campo LGBT, com trabalho na génese de linhas de ação e projetos, nomeadamente o projeto SOS Mulher, criado em 1997; As Mulheres na Pesca e comunidades piscatórias, 2005 – 2009; Participação em organizações de cariz transnacional, em plataformas como a Marcha Mundial da Mulheres, desde 2000; AKTEA Rede europeia de organizações de mulheres na pesca e o Conselho consultivo CCR Sul.

Como formação académica possui o 9º ano de escolaridade. Como Formação Complementar, participou como formanda em diferentes cursos de formação: Formação Profissional diversificada, Pedagógica e da Igualdade de Género.

CLARA QUEIROZ

Maria Clara de Almeida de Barros Queiroz, Comendadora da Ordem da Liberdade, viveu entre Lisboa, Edimburgo, Londres, Maputo e Ponta Delgada, cidade onde reside atualmente. Licenciou-se em Biologia em 1964 e foi 2ª Assistente na Secção de Botânica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tendo sido obrigada a sair por informação negativa da PIDE. Neste período doutorou-se em Genética e foi Research Fellow na Universidade de Edimburgo e em 1975 foi reintegrada na FCUL, onde fundou e coordenou a Secção de Genética e Dinâmica de Populações, responsabilizou-se pela Linha de Investigação "Genética Ambiencial" e pelo Centro de Genética e Biologia Molecular da Universidade de Lisboa. Em 2000, aposentou-se como Professora Catedrática, cargo que ocupou desde 1979, mantendo-se investigadora do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa. Outra faceta desta feminista é a escrita e a dedicação aos assuntos sociais. É sócia da Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres (APEM), autora de livros, como p. ex., Se Não Puder Dançar Esta Não É a Minha Revolução, sobre Emma Goldman, e Quem Tem Medo de Frankenstein? Viagem ao Mundo de Mary Shelley,  além de vários artigos e capítulos de livros sobre ciência e género e ciência e sociedade.

RAQUEL FREIRE

Raquel Freire nasceu no Porto e é filha da revolução de Abril.

É cineasta, escritora, argumentista, produtora, cidadã e mãe. Estudou Direito e História e Estética do Cinema e História e Estética do Cinema Português na Universidade de Coimbra. Os filmes “Rio Vermelho”, “Rasganço”, “Veneno Cura”, “SOS”, “Esta é a minha cara: criadores de teatro”, “L’Academie”, “Dreamocracy” estrearam em competição em Festivais Internacionais Cinema como Veneza, Turim, São Paulo, Montreal, Gwanju, Leeds, Seul, Clermont-Ferrand, Quénia, Vila do Conde, Porto PosDoc, Sweden Film Festival, entre outros; nas salas de cinema e nas nas televisões em Portugal e em França; esgotaram em dvd. Foi distinguida no Festival de Cannes pela European Film Foundation como jovem produtora europeia. Estreou-se na encenação com o espectáculo NóSOUTRXS, do qual foi criadora e intérprete no Teatro Municipal São Luiz. Os seus livros TRANSIBERICLOVE e ULISSEIA foram publicados em português em 2015, 2016 e alemão em 2017 na Feira Internacional do Livro de Frankfurt.

É professora convidada de várias universidades portuguesas e estrangeiras nas áreas de cinema, interpretação para a câmara, realização, estudos de género, arte e ciência política.

Foi artista convidada do Projecto ALICE /CES /Universidade Coimbra, realizou “Pela mão de Alice”, documentário sobre Boaventura de Sousa Santos que estreou em Festivais em 2018. Estreou o filme “Happy Island”, com La Ribot e Dançando com a Diferença no Festival de Geneve, 2018. Vai estrear em 2019 o filme “Mulheres do meu país”, prepara o documentário “A Excepção Portuguesa”, “Feministas na revolução”, e a curta “Não”. Ganhou o concurso do CNC (Centre National du Cinéma Français) para apoio à escrita da longa de ficção Trans Iberic Love. Terminou agora a sua 3a longa-metragem de ficção “Filme Sem Câmara”.

Queres ficar a par das nossas novidades?
  • Black Facebook Icon
  • Black Instagram Icon